Toda vez que empresários, políticos e colaboradores do terceiro setor propagarem ações empresariais ou políticas públicas em determinado lugar, cidade ou região, o Marketing recomenda-lhes conhecer a dimensão desse mercado. Avaliar o tamanho do mercado a partir da adequada prospecção da extensão do seu poder econômico e de consumo, ou pela estratificação social competente, possibilita calibrar a eficiência e eficácia das ações empreendidas com a efetividade dos objetivos que se pretendam alcançar.
Reconhecer que entre “o 8 e o 800” existem múltiplos caminhos a serem seguidos, não assegura o êxito da empreitada. Num mercado altamente competitivo, a capacidade de planejar concretamente visando à efetividade das ações propostas para determinado mercado consumidor, passa a ser um fator determinante para alcançar o sucesso e obter bons resultados. Ter competência para reconhecer e fixar seu público alvo ou nicho de mercado é outro.
Esse também é o caso da região Vale Norte do Itajaí. A segmentação de ações comerciais ou políticas públicas voltadas para consumidores com renda, por exemplo, dificilmente terão a mesma dimensão e efeito sobre os consumidores sem renda. As necessidades entre os consumidores são diferenciadas, entre outras, pela capacidade de consumo que é determinada pela renda, pelas preferências pessoais, pela localização espacial, pela idade, pela capacidade de compreensão e percepção do que sejam seus valores de uso, de troca e de estima, etc. Conhecer o perfil do consumidor alvo, evita gastos desnecessários e onerosos com ações que não encontrarão eco em determinados segmentos do estrato social, por absoluta falta de identificação do público alvo com o objeto da coisa pretendida.
Extrapolando o Senso 2000 do IBGE, observa-se que a região do Vale Norte do Itajaí, consolida-se como sendo um mercado consumidor estimado em 49.838 habitantes. Desses total 54,9%, ou 27.372 pessoas, têm algum tipo de renda e 45,1%, ou 22.466 pessoas, não possuem renda alguma. Do total de 49.838 habitantes, apenas 13.834 (27,8%) são pessoas economicamente ativas (ocupadas), dos quais 22,7% (11.326 pessoas) são assalariadas e 5% (2.508) são profissionais autônomos e empresários. Os demais 13.538 habitantes com renda (27,21%) pertencem ao grupamento “não ocupados”, tais como os beneficiários do INSS e outros, e que não devem ser confundidos com “desocupados”.
Dito de outra forma, se a população do Vale Norte do Itajaí fosse reduzida a 100 habitantes, 55 ganhariam algum tipo de renda, enquanto que os demais 45 ajudariam a gastá-la. Dessas 100 pessoas, 27 ganhariam sua renda diretamente do trabalho, ao passo que outras 27 pessoas, ganhariam dinheiro a partir de outras fontes de renda, como aposentadorias e pensões. Das 27 pessoas que estariam trabalhando, 22 possuiriam emprego assalariado e 5 seriam profissionais autônomos e empresários. Se todo o salário recebido pelo trabalho dessas 27 pessoas fosse transformado num “bolo” e cortado em 10 pedaços, 4 (quatro) pedaços teriam que sustentar aproximadamente 20 pessoas, outros 4 (quatro) pedaços ficariam com mais 6 pessoas, e 02 (dois) pedaços seriam destinados à 1 pessoa.
Em 2000, essa situação não era muito diferente no restante do país. Se as pessoas fossem niveladas por baixo, poder-se-ia concluir pela existência de uma expressiva concentração da renda assalariada nos estratos superiores da população. Ao contrário, ao nivelá-las por cima, conclui-se que a grande maioria recebe péssimo pagamento pela apropriação do seu trabalho pelo capital. Nos tempos do Brasil império, certamente a primeira situação (nivelamento por baixo), seria a mais aceitável. Em tempos de Brasil República, o mais desejável é nivelar as pessoas por cima, com uma distribuição da renda mais equilibrada, via capacitação profissional e melhores salários. O senso 2010 atualizará essa questão.
Do ponto de vista do Marketing, ao remunerar mal o fator de produção mão-de-obra quebra-se o poder de consumo e formação da poupança da população. Esse fato anda na contra mão da evolução dos mercados produtores e consumidores. Os produtores são diretamente afetados pelos consumidores em sua capacidade de investimento e de produção de bens e serviços em função da renda da população. Por outro lado, do ponto de vista da gestão das políticas públicas, a geração de empregos de baixa remuneração, contribui para a manutenção do círculo vicioso da pobreza e onera a máquina pública por apenas fazer mais do mesmo.
De toda forma, compreender o “market share” (participação de mercado) e empreender em um mercado com essas ou quaisquer outras características, remete para uma questão fundamental: Afinal!... qual é o perfil do seu cliente?
Reconhecer que entre “o 8 e o 800” existem múltiplos caminhos a serem seguidos, não assegura o êxito da empreitada. Num mercado altamente competitivo, a capacidade de planejar concretamente visando à efetividade das ações propostas para determinado mercado consumidor, passa a ser um fator determinante para alcançar o sucesso e obter bons resultados. Ter competência para reconhecer e fixar seu público alvo ou nicho de mercado é outro.
Esse também é o caso da região Vale Norte do Itajaí. A segmentação de ações comerciais ou políticas públicas voltadas para consumidores com renda, por exemplo, dificilmente terão a mesma dimensão e efeito sobre os consumidores sem renda. As necessidades entre os consumidores são diferenciadas, entre outras, pela capacidade de consumo que é determinada pela renda, pelas preferências pessoais, pela localização espacial, pela idade, pela capacidade de compreensão e percepção do que sejam seus valores de uso, de troca e de estima, etc. Conhecer o perfil do consumidor alvo, evita gastos desnecessários e onerosos com ações que não encontrarão eco em determinados segmentos do estrato social, por absoluta falta de identificação do público alvo com o objeto da coisa pretendida.
Extrapolando o Senso 2000 do IBGE, observa-se que a região do Vale Norte do Itajaí, consolida-se como sendo um mercado consumidor estimado em 49.838 habitantes. Desses total 54,9%, ou 27.372 pessoas, têm algum tipo de renda e 45,1%, ou 22.466 pessoas, não possuem renda alguma. Do total de 49.838 habitantes, apenas 13.834 (27,8%) são pessoas economicamente ativas (ocupadas), dos quais 22,7% (11.326 pessoas) são assalariadas e 5% (2.508) são profissionais autônomos e empresários. Os demais 13.538 habitantes com renda (27,21%) pertencem ao grupamento “não ocupados”, tais como os beneficiários do INSS e outros, e que não devem ser confundidos com “desocupados”.
Dito de outra forma, se a população do Vale Norte do Itajaí fosse reduzida a 100 habitantes, 55 ganhariam algum tipo de renda, enquanto que os demais 45 ajudariam a gastá-la. Dessas 100 pessoas, 27 ganhariam sua renda diretamente do trabalho, ao passo que outras 27 pessoas, ganhariam dinheiro a partir de outras fontes de renda, como aposentadorias e pensões. Das 27 pessoas que estariam trabalhando, 22 possuiriam emprego assalariado e 5 seriam profissionais autônomos e empresários. Se todo o salário recebido pelo trabalho dessas 27 pessoas fosse transformado num “bolo” e cortado em 10 pedaços, 4 (quatro) pedaços teriam que sustentar aproximadamente 20 pessoas, outros 4 (quatro) pedaços ficariam com mais 6 pessoas, e 02 (dois) pedaços seriam destinados à 1 pessoa.
Em 2000, essa situação não era muito diferente no restante do país. Se as pessoas fossem niveladas por baixo, poder-se-ia concluir pela existência de uma expressiva concentração da renda assalariada nos estratos superiores da população. Ao contrário, ao nivelá-las por cima, conclui-se que a grande maioria recebe péssimo pagamento pela apropriação do seu trabalho pelo capital. Nos tempos do Brasil império, certamente a primeira situação (nivelamento por baixo), seria a mais aceitável. Em tempos de Brasil República, o mais desejável é nivelar as pessoas por cima, com uma distribuição da renda mais equilibrada, via capacitação profissional e melhores salários. O senso 2010 atualizará essa questão.
Do ponto de vista do Marketing, ao remunerar mal o fator de produção mão-de-obra quebra-se o poder de consumo e formação da poupança da população. Esse fato anda na contra mão da evolução dos mercados produtores e consumidores. Os produtores são diretamente afetados pelos consumidores em sua capacidade de investimento e de produção de bens e serviços em função da renda da população. Por outro lado, do ponto de vista da gestão das políticas públicas, a geração de empregos de baixa remuneração, contribui para a manutenção do círculo vicioso da pobreza e onera a máquina pública por apenas fazer mais do mesmo.
De toda forma, compreender o “market share” (participação de mercado) e empreender em um mercado com essas ou quaisquer outras características, remete para uma questão fundamental: Afinal!... qual é o perfil do seu cliente?
Feliz Natal e Próspero 2010!

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